Campanhas para os direitos dos trabalhadores a domicílio
As campanhas, os lóbis e a advocacia são importantes para melhorar as condições para os trabalhadores a domicílio. Enquanto os outros trabalhadores podem ter algum poder económico e o podem usar para negociar com os patrões para melhorar as suas situações, o trabalho a domicílio, especialmente o trabalho a domicílio dependente, é quase sempre precário.
Os trabalhadores a domicílio em muitos países diferentes começaram a se organizar. Ao estabelecer as suas próprias organizações democráticas e independentes, têm uma voz colectiva e podem lutar para alcançar as suas reivindicações. Todavia, visto que muitas vezes o seu trabalho não é regular, é importante identificar outras pessoas e organizações que os podem apoiar.
Alianças com os sindicatos
Trabalhadores dependentes - trabalhadores a domicílio - já formaram alianças com os sindicatos que organizam os trabalhadores formais nas fábricas e com os grupos dos consumidores. Por exemplo, o Sindicato dos sectores de Tecidos, Vestuário e Calçado da Austrália (TCFUA) liderou uma campanha pública para melhorar as condições para os trabalhadores no sector de vestuário. Na Europa, grupos como o Clean Clothes Campaign (Campanha para Roupas Limpas) e Labour Behind the Label (Mão-de-obra para trás da Etiqueta) também estão a implementar campanhas para reivindicar melhores condições para todos os trabalhadores na indústria da moda.
Os lóbis e a advocacia
Outros esforços dos lóbis e da advocacia foram realizados localmente e nacionalmente, às vezes focando nas reivindicações dos trabalhadores de conta própria para melhor acesso ao crédito, para a segurança social ou para apoiar a produção e a comercialização dos produtos artesanais.
Durante os anos 90, a reivindicação chave internacionalmente era para a Organização Internacional de Trabalho a adoptar a Convenção sobre o Trabalho a Domicílio - um objectivo que foi finalmente alcançado em 1996.
As reivindicações principais dos trabalhadores a domicílio são:
- Trabalho regular e uma remuneração digna;
- Reconhecimento dos trabalhadores a domicílio como trabalhadores e o reconhecimento dos seus direitos;
- Reconhecimento do seu direito de se organizarem e o reconhecimento das suas organizações;
- Protecção social básica, especialmente para a saúde, a maternidade e a velhice
- Direitos para todos os tipos de trabalhadores informais, especialmente os trabalhadores a domicílio, nas cadeias globais de produção.